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O que é Caxumba?

Caxumba é uma infecção viral que afeta as glândulas parótidas – um dos três pares de glândulas que produzem saliva. As parótidas estão situadas entre suas orelhas e à frente delas. Contudo, a caxumba também pode afetar as glândulas submandibulares e sublinguais, todas próximas dos ouvidos.

A caxumba é muito mais comum em crianças e pode afetar uma das glândulas ou as duas. As complicações da caxumba são raras, e geralmente acontecem quando a pessoa contrai a doença na vida adulta. Não há tratamento específico para caxumba, por isso é importante prevenir seu aparecimento com a vacinação.

A caxumba era mais comum no Brasil antes da vacina ser inventada. Após as vacinas serem incorporadas ao calendário dos postos de saúde, o número de casos reduziu drasticamente. (1,2)

O causador da caxumba pertence à família dos paramixovírus e é transmitido por via respiratória, mais precisamente pela inalação de gotículas do espirro ou da tosse de pessoas contaminadas. Entre o contato com esse agente infeccioso e o surgimento do inchaço nas glândulas salivares, geralmente decorre um período de 14 a 21 dias.

A transmissão pode ocorrer antes da manifestação dos sintomas pela pessoa contaminada até aproximadamente uma semana depois que o quadro se instalou. Inicialmente, é possível que apenas um lado das glândulas seja afetado, mas, passados alguns dias, o outro lado também pode acabar inflamado, mas isso varia de pessoa a pessoa. (1,2)

Causas

A caxumba é causada por um vírus, que se espalha de pessoa para pessoa por meio de saliva infectada. Se você não tomou a vacina, pode contrair caxumba ao conversar muito próximo da pessoa infectada, beijá-la ou então compartilhar utensílios como talheres, copos e pratos.

Uma vez infectada com caxumba, a pessoa pode contaminar outros no período entre seis dias antes do início dos sintomas até cerca de 9 dias após início dos sintomas. O período de incubação (tempo até o início dos sintomas) pode ser de 14 a 25 dias, sendo mais comum ocorrer entre 16 a 18 dias.

O ser humano é o único hospedeiro natural da caxumba. Isso quer dizer que só é possível contrair pelo contato com outra pessoa infectada, não sendo possível contraí-la de animais ou plantas.

Fatores de risco

A caxumba faz parte das chamadas doenças comuns da infância, pois acomete, principalmente, crianças e adolescentes em idade escolar, dos 5 aos 16 anos.

Além disso, existe a possibilidade de os rapazes infectados desenvolverem também inflamação dos testículos, denominada orquite, mas, ao contrário do que se diz, é muito incomum a doença causar esterilidade. Entre as garotas, uma parcela está igualmente sujeita a ter inflamação dos ovários, a ooforite.

Saiba mais: Caxumba: 6 dúvidas sobre a doença em adultos

A caxumba pode, ainda, atingir o pâncreas e o sistema nervoso central, provocando processos inflamatórios que, contudo, evoluem de forma benigna. (1)

Sintomas de Caxumba

Algumas pessoas podem ter a doença sem apresentar qualquer sintoma, ou então sinais muito brandos da doença. Quando os sintomas de caxumba se desenvolvem, eles usualmente aparecem após duas ou três semanas do contato com o vírus. O primeiro e mais importante sintoma é o inchaço das glândulas salivares. Outros sintomas incluem:

  • Inchaço e dor nas glândulas salivares (paroditite), podendo ser em ambos os lados ou em apenas um deles
  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Fadiga e fraqueza
  • Perda de apetite
  • Dor ao mastigar e engolir.

Saiba mais: Sintomas de caxumba podem se manifestar até três semanas depois da contaminação

Buscando ajuda médica

O momento de buscar ajuda médica depende da intensidade dos sintomas de caxumba, não há um critério único. Se qualquer um dos sintomas citados acima atingir um grau de incômodo importante, o paciente ou a família deve buscar auxílio médico. (1)

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a caxumba são: (3)

  • Clínico geral
  • Pediatra
  • Infectologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais sintomas você notou?
  • Quando você notou esses sintomas pela primeira vez?
  • Esses sintomas pioram com o tempo?
  • Os sintomas incluem dor abdominal ou, no sexo masculino, dor testicular?
  • Alguém mais que você conhece tem sintomas comuns a caxumba nas últimas semanas?
  • Você e seu filho estão em dia com suas vacinas?
  • Você ou seu filho estão sendo tratados atualmente ou você foi tratado recentemente por alguma outra condição médica?
  • Que medicamentos você ou seu filho estão tomando atualmente, incluindo medicamentos prescritos e de venda livre, assim como vitaminas e suplementos?
  • O seu filho está na escola ou no cuidado da criança?
  • Você está grávida ou amamentando?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável desses sintomas?
  • Existem outras causas possíveis?
  • Qual abordagem de tratamento você recomenda?
  • Em quanto tempo os sintomas devem melhorar?
  • Há algum remédio caseiro ou passos de autocuidado que possam ajudar a aliviar os sintomas?
  • Eu sou ou meu filho é contagioso? Por quanto tempo?
  • Que medidas devemos tomar para reduzir o risco de infectar outras pessoas?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Caxumba

Caso haja suspeita de caxumba, o medico coleta uma amostra de sangue para investigar a presença da doença. Isso porque seu sistema imunológico produz anticorpos para combater a infecção, e estes circulam pelo seu sangue. Então, se você tem caxumba, o exame de sangue irá mostrar que os anticorpos estão sendo produzidos para combater o vírus. (2)

Exames

A confirmação da doença pode ser feita por meio da realização de exames de sangue para identificar a presença de anticorpos contra esse paramixovírus e, assim, excluir a hipótese de outras enfermidades que se manifestam de forma semelhante. (1)

Tratamento de Caxumba

Assim como a maioria das infecções virais, a caxumba é tratada naturalmente pelo organismo. O tratamento de uma criança ou de um adulto com caxumba visa, apenas, a aliviar os sintomas com o uso de analgésicos e antitérmico. Felizmente a maioria dos adultos e crianças se recupera da caxumba sem grandes complicações em duas semanas. (1,4)

De qualquer modo, recomenda-se repouso até a melhora dos sintomas, boa higiene bucal e alimentação líquida ou semi-sólida, que são mais fácil de engolir. Deve se evitar ainda a ingestão de alimentos ou sucos ácidos, bem como de alimentos muito condimentados, pois esses alimentos provocam o aumento da secreção da parótida e, consequentemente causar dor.

De forma geral, você não é considerado mais contagioso uma semana após o diagnóstico e pode retornar às atividades cotidianas. Após a doença ser curada, a pessoa é considerada imune à caxumba.

Medicamentos para Caxumba

Não existe um tratamento específico para caxumba. Deve-se acompanhar o quadro do paciente, com medicamentos sintomáticos e repouso, para que se evitem suas complicações. (1)

Caxumba tem cura?

O corpo elimina o vírus da caxumba com o passar dos dias, portanto ficar em repouso e seguir o tratamento recomendado pelo médico proporcionará a cura completa da doença. (4)

Complicações possíveis

As complicações da caxumba são potencialmente sérias, mas raras. A maioria das complicações da caxumba envolvem inflamação e inchaço em alguma parte do corpo, tais como:

  • Testículos
  • Pâncreas, causando náusea a vômitos
  • Ovários e seios
  • Cérebro, podendo se tornar grave
  • Meningite, que pode ocorrer se o vírus da caxumba se espalha através de sua corrente sanguínea para infectar o seu sistema nervoso central.

Outras complicações incluem:

  • Perda de audição em um ou ambos os ouvidos, em casos raros
  • Complicações fetais, caso uma mulher grávida contraia a doença no primeiro trimestre de gestação.

Chame o seu médico se a criança se desenvolve:

  • Febre de 39 C ou maior
  • Problemas para comer ou beber
  • Confusão ou desorientação
  • Dor abdominal
  • Dor e inchaço dos testículos.

Convivendo/ Prognóstico

Se você ou seu filho tem caxumba, o tempo e o repouso são os melhores tratamentos. Você pode tomar algumas medidas para aliviar a dor e desconforto e evitar que a doença se espalhe:

  • Fique na cama até que a febre vá embora
  • Mantenha você ou seu filho em isolamento para evitar que a doença seja transmitida a outras pessoas
  • Em caso de dor, algum medicamento analgésico, como paracetamol
  • Faça uma compressa quente ou fria para aliviar a dor
  • Evite alimentos que exigem muita mastigação. Em vez disso, tente sopas ou alimentos macios, como purê de batata
  • Evite alimentos ácidos, como frutas cítricas ou sucos, que estimulam a produção de saliva
  • Beba muitos líquidos.

Prevenção

A caxumba pode ser evitada por meio da vacinação contra o vírus que a provoca. Em geral, as crianças costumam receber essa vacina juntamente com as de sarampo e rubéola, a chamada vacina tríplice viral, que deve ser aplicada em duas doses, a primeira entre 12 e 15 meses e a segunda entre 4 e 6 anos.

Adultos que não foram infectados pelo vírus da caxumba na infância ou na adolescência têm indicação de ser imunizados, com exceção de gestantes e imunodeprimidos graves. (2,3)

A vacina tríplice viral é uma combinação de vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, apresentada sob a forma liofilizada, em frasco-ampola com uma ou múltiplas doses. Todos os três componentes desta vacina obrigatória são altamente imunogênicos e eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida. A proteção inicia-se cerca de duas semanas após a vacinação. Saiba mais sobre a vacina aqui!

(1) Celso Granato, assessor médico em infectologia do Fleury Medicina e Saúde

(2) Ministério da Saúde. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/caxumba

(3) Mayo Clinic. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/mumps/symptoms-causes/syc-20375361

(4) Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Disponível em: https://www.cdc.gov/mumps/index.html

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.