Catapora Icone para edição

Catapora é uma das doenças mais comuns da infância. Causada por vírus, ela pode ser altamente contagiosa para aqueles que nunca foram acometidos por ela antes ou para aqueles que não receberam a vacina. No entanto, uma vez exposto à doença, a pessoa fica imune pelo resto da vida.

A catapora é caracterizada principalmente pelo surgimento de bolhas vermelhas na pele, espalhadas por todo o corpo, que causam coceira e outros sintomas.

A catapora pode ser grave, especialmente em bebês, adultos e pessoas com sistema imunológico debilitado. A melhor maneira de prevenir a doença é recebendo a vacina contra a catapora.(1, 6)

Sintomas:

A infecção por catapora geralmente dura de cinco a 10 dias. Os primeiros sintomas da doença surgem, geralmente, um a dois dias antes das erupções características da catapora. Eles permanecem por cerca de quatro a cinco dias antes de desaparecerem completamente. Confira os principais sintomas da doença:

  • Febre
  • Surgimento de bolhas avermelhadas na pele espalhadas por todo o corpo (o número de erupções varia de 250 a 500)
  • Coceira
  • Mal-estar
  • Perda de apetite
  • Dor de cabeça
  • Dor de barriga.

As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo e se proliferam a partir daí. Em geral, o surgimento de pequenas bolhas no couro cabeludo confirma o diagnóstico.

Um ou dois dias depois, as bolhas ficam acinzentadas e viram crostas. Enquanto isso, uma nova onda de bolhas pipoca em grupos. Com frequência, a catapora surge na boca, na vagina e nas pálpebras.

Os sintomas mais graves da catapora são mais frequentes em crianças com sistema imunológico problemático. Isso pode ser resultado de uma doença ou de medicamentos, como quimioterapia e esteroides. Crianças com problemas de pele, como dermatite atópica, podem ter mais de 1.500 bolhas.

Diagnóstico:

O diagnóstico de catapora geralmente é feito somente com exame físico. Uma simples análise do histórico médico e a observação dos sintomas, especialmente se há ocorrência de erupções na pele, já bastam para o médico realizar corretamente o diagnóstico.

Se houver dúvidas, poderão ser realizados exames de sangue e testes envolvendo a coleta de pele ou secreção nas próprias bolhas.

Tratamento:

Na maioria das vezes, manter a criança confortável enquanto o corpo combate a doença sozinho é o suficiente. Evite levar seu filho à escola ou à creche, uma vez que a doença é altamente contagiosa e outras crianças poderão ser infectadas.

Já foram desenvolvidos medicamentos antivirais seguros. Para que apresentem a melhor eficácia possível, eles devem ser ministrados em até 24 horas após o surgimento das erupções.

Em alguns casos, a catapora não exige tratamento, pois pode desaparecer por conta própria. Nesses casos, o médico poderá apenas descrever medicamentos para aliviar a coceira.

Catapora tem cura?

O resultado costuma ser excelente em casos que não apresentem complicações. Encefalite, pneumonia e outras infecções bacterianas invasivas são complicações sérias, mas raras, decorrentes da catapora.

A maioria das pintinhas não deixa cicatrizes, a não ser que sejam infectadas por bactérias ao serem coçadas.

Depois da catapora, o vírus costuma permanecer dormente no organismo pelo resto da vida. Cerca de um a cada 10 adultos apresenta herpes-zóster quando o vírus é reativado em momentos de estresse.

Complicações:

Apesar de a catapora ser uma doença comum, ela pode trazer algumas sérias complicações. Confira:

  • Herpes-zóster mais tardiamente
  • Mulheres com catapora durante o final da gravidez sofrem o risco de passarem a infecção congênita para o feto
  • Os recém-nascidos são mais suscetíveis a apresentar infecções graves caso sejam expostos ao vírus e a mãe não esteja imunizada
  • As bolhas podem causar uma infecção secundária
  • Encefalite é uma complicação grave, mas rara
  • Síndrome de Reye, pneumonia, miocardite e artrite transitória são outras possíveis complicações da catapora
  • A ataxia cerebelar pode surgir durante a fase de recuperação ou posteriormente. Esta doença é caracterizada por afetar o equilíbrio do caminhar.

Algumas pessoas com sérias complicações da varicela podem ficar tão doentes que precisam ser hospitalizadas. Além disso, a catapora também pode causar a morte, por isso é essencial seguir o tratamento corretamente.

A catapora no início da gravidez pode resultar em vários problemas ao recém-nascido, incluindo baixo peso ao nascer e defeitos congênitos, como anormalidades nos membros. Uma ameaça maior para um bebê ocorre quando a mãe desenvolve catapora na semana anterior ao nascimento ou dentro de alguns dias após o parto, podendo causar uma infecção séria e potencialmente fatal em um recém-nascido.

Se você está grávida e não está imune à catapora, converse com seu médico sobre os riscos para você e seu feto.

os riscos para você e seu feto. Grávidas não podem tomar a vacina. Caso a gestante entre em contato com alguma pessoa doente, a recomendação é tomar imunoglobulina específica, disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs). (5,6)

Prognóstico:

As principais formas de conviver durante a catapora são:

  • Evite coçar as erupções, pois o contato com bactérias presente nas mãos e unhas pode causar complicações e deixar cicatrizes. Corte as unhas das mãos para evitar a “tentação”
  • Banhos de aveia com água morna deixam uma camada cascuda e confortável sobre a pele. Loções tópicas ou anti-histamínicos orais podem amenizar a coceira
  • Não dê qualquer medicamento a seu filho com catapora sem o aval de seu médico. Alguns medicamentos, como os corticosteróides, podem piorar em muito a evolução da doença, levando a graves consequências.

Saiba mais: 8 dicas para evitar infecções durante a catapora

Prevenção:

A catapora é uma doença transmitida pelo ar e é altamente contagiosa antes mesmo de aparecerem as erupções, o que torna sua prevenção difícil. No entanto, a vacina tetra viral e a vacina contra varicela fazem parte da rotina de imunização.

  • As crianças recebem duas doses da tradicional vacina contra catapora. A primeira dose é dada aos 12 meses de idade. A segunda dose deve recebida dos 15 aos 24 meses de idade
  • Pessoas acima de 13 anos que não foram vacinadas e não contraíram catapora devem tomar as duas doses da vacina, respeitando um intervalo de quatro a oito semanas.

Praticamente ninguém que toma a vacina chega a apresentar catapora grave ou moderada. Do pequeno número de crianças que contraíram catapora após receberem a vacina, apenas uma criança apresentou um caso moderado.

A vacina da catapora não necessita de um reforço posterior. Entretanto, uma vacina semelhante, mas diferente, recebida posteriormente reduz a incidência de herpes-zoster.

Fale com seu médico caso você ache que seu filho pode ter risco de complicações e possa ter sido exposto. Medidas preventivas imediatas podem ser importantes. A vacinação logo após a exposição ainda pode reduzir a gravidade da doença.

Revisado por Dr. Sylvio Renan, pediatra - CRM: 24699

(1) Ministério da Saúde

(2) Sociedade Brasileira de Imunizações

(3) Sociedade Brasileira de Imunologia

(4) Sociedade Brasileira de Pediatria

(5) Sociedade Brasileira de Dermatologia

(6) Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

(7) Mayo Clinic

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.