Quando fazer o transplante capilar: dos benefícios às contraindicações Icone de Excluir

dupla sertaneja Marcos e Belutti é entrosada ao ponto de os dois anunciarem que fizeram um transplante capilar ao mesmo tempo. Brincadeiras à parte, sempre que uma celebridade revela passar por um tratamento estético, as buscas por ele aumentam – às vezes até de maneira atabalhoada e sem muito critério.

“Esse procedimento, quando bem indicado, pode ajudar muito o homem ou a mulher. A questão é, antes de tudo, saber quem se beneficia realmente dele”, introduz o dermatologista Francisco Le Voci, coordenador do Ambulatório de Tratamento Clínico e Cirúrgico das Doenças de Couro Cabeludo e dos Cabelos da Faculdade do Medicina do ABC, na Grande São Paulo.

Um especialista nesse método, ele ajudou a SAÚDE a explicá-lo para você. Confira:

Quando fazer o transplante capilar

Já adiantamos logo de cara: essa é uma resposta que só o expert pode dar, de acordo também com os desejos do paciente. “A pessoa deve procurar o médico quando a perda de cabelo se intensificar e o incomodar. A partir daí, o tratamento é individualizado”, diz Le Voci.

O transplante capilar não costuma ser a primeira opção. Remédios, loções e afins tendem a entrar em cena antes – e, aliás, muitas vezes continuam a ser usados mesmo após o implante.

Quando esses não surtem o efeito desejado, a cirurgia vira uma opção mais viável (embora possa ser recomendada logo cedo em casos pontuais). “Ainda assim, precisamos investigar a causa da perda dos fios. Algumas condições não respondem bem a esse tratamento”, avisa Le Voci. Pacientes com alopecia areata, por exemplo, não possuem indicação para a operação.

Fora isso, via de regra o candidato ideal para o transplante capilar é aquele em que o cabelo está rareando no topo da cabeça, mas que ainda possui fios saudáveis na nuca e nas laterais. E, aqui, chegamos ao procedimento em si.